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E se eu tiver pânico?

A Associação Americana de Psiquiatria classifica nove Transtornos de Ansiedade, e um deles é o Transtorno de Pânico, que acomete de 0,1% a 0,8% da população dos países latinos. Para cada homem que apresenta esse transtorno, há o dobro de mulheres sofrendo com essa patologia.

Síndrome do Pânico é um Transtorno de Ansiedade que tem um conjunto de fatores que a causam. Caracteriza-se por ataques de pânico inesperados e recorrentes. Portanto, uma pessoa ter um ataque de pânico não significa que esteja com Transtorno de Pânico. Para que seja configurado o transtorno, esses ataques devem ocorrer sem uma causa definida (inesperados) e devem ocorrer mais de uma vez em um dado espaço de tempo (recorrentes). Mesmo que o indivíduo em questão não consiga identificar o estressor causador do ataque, não significa que ele não exista. É preciso uma análise profissional criteriosa de cada indivíduo para identificar se existe ou não um fator que tenha provocado o ataque. Se realmente esse ataque não apresenta uma causa direta, então está preenchido o primeiro critério para o Transtorno de Pânico. Mas não é só isso! Esses ataques devem ter se repetido algumas vezes em um dado espaço de tempo significativo. Novamente a situação exige uma análise do profissional para identificar essas repetições e se todas elas foram inesperadas.

Preenchido o critério de serem ataques inesperados e recorrentes, ainda não podemos dar o diagnóstico de Transtorno de Pânico. Se esses ataques ocorrem no contexto de um outro Transtorno, então eles podem fazer parte do espectro desse transtorno primário, e não ser absolutamente um Transtorno de Pânico. Isso quer dizer que os ataques de pânico não acontecem apenas no Transtorno de Pânico. Os ataques de pânico podem estar presentes em todos os nove transtornos de ansiedade, nos transtornos de humor (como Depressão e Transtorno Bipolar) e nos transtornos psicóticos.  Além disso, estão presentes também em algumas alterações fisiológicas e condições médicas gerais.

Sendo assim, a pessoa pode ter depressão e ter ataques de pânico, ter Transtorno de Ansiedade Generalizada e ter ataques de pânico, ter Transtorno Bipolar de Humor e ataques de pânico, ter Prolapso de válvula mitral e ataques de pânico, ter Hipertireoidismo e ataques de pânico… só para citar alguns. Em nenhum desses casos ela tem Transtorno de Pânico, mesmo os ataques sendo recorrentes e aparentemente sem causa. Então, é necessário procurar um psicólogo ou psiquiatra para um bom diagnóstico e tratamento.

Um ataque de pânico caracteriza-se por um surto abrupto de medo que alcança seu pico em minutos com 4 ou mais dos seguintes sintomas:

  1. Palpitação, coração acelerado ou taquicardia.
  2. Sudorese.
  3. Tremores ou abalos.
  4. Sensações de falta de ar ou sufocamento.
  5. Sensações de asfixia.
  6. Dor ou desconforto torácico.
  7. Náusea ou desconforto abdominal.
  8. Sensação de tontura, instabilidade, vertigem ou desmaio.
  9. Calafrios ou ondas de calor.
  10. Parestesias (Anestesia ou sensações de formigamento).
  11. Desrealização (sensações de irrealidade) ou despersonalização (sensação de estar distanciando de si mesmo).
  12. Medo de perder o controle ou “enlouquecer”.
  13. Medo de morrer.

Geralmente quando esses ataques ocorrem a pessoa sente-se frágil e vulnerável, apresentando temores em relação a sua segurança, a sua vida e saúde e a sua integridade psicológica. Além disso, a pessoa acha que vai morrer ou enlouquecer, e geralmente pensa que está tendo um “infarto”, mas não está! O ataque de pânico pode trazer uma sensação que faz a pessoa pensar que vai morrer se não for socorrida, mas é importante saber que o ataque de pânico “não mata” e que dura em torno de 20 minutos. Essa é uma informação muito importante para o tratamento e controle dos ataques de pânico ou do Transtorno de Pânico. Como os ataques de pânico raramente vem isolados de um outro transtorno, é preciso identificar o transtorno primário e tratá-lo de maneira eficiente e eficaz.

O tratamento é realizado com medicamento e psicoterapia. Muitos casos são resolvidos sem uso de medicamento, principalmente quando os sintomas de pânico são gerados por condições emocionais situacionais aversivas ou traumáticas (mudanças drásticas nas condições de vida, aposentadoria, perdas, luto, divórcio, desemprego, maternidade, violência, abuso moral no trabalho, traumas não identificados, etc.).

Em outros casos, faz-se necessário o uso de medicamentos como suporte, até que a pessoa consiga resolver as questões emocionais que deflagraram os sintomas. Há também outros casos em que o uso de medicamentos é determinante para a cura, como nos casos de Hipertireoidismo e Depressão senil (depressão em idosos). Vale lembrar que usar medicamentos para controle dos sintomas sem identificar a causa é um erro, porque assim que o medicamento é deixado, os sintomas novamente aparecem. Nesses casos a pessoa acaba pensando que tem uma doença incurável e que se tornará dependente de medicamentos. Alguns casos são assim, mas não são a maioria. Grande parte pode ser resolvido com o suporte psicoterapêutico adequado.

Se você tem algum desses sintomas descritos ou conhece alguém que tenha, procure um profissional de psicologia e faça o acompanhamento apropriado.

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