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Coaching e Você

Eleições, Democracia, Igreja e Estado

Olá caro leitor que tem nos acompanhado nesse artigo de opinião! Desde que iniciamos esse trabalho, tratamos de vários temas, dando a devida importância a cada um deles. Hoje, estamos diante de um tema bastante complexo, para não dizer polêmico.

Desde os primórdios da civilização, quer seja antiga ou moderna, falar sobre eleições, democracia, igreja e Estado, seja junto ou separadamente, é uma discussão que dá “pano para a manga”. Por estarmos há poucos dias do pleito político, vamos desenvolver esse tema no artigo dessa edição da Revista Renascer, conectando-o com o Coaching.

A classe política do nosso país está desacreditada. É fato, e não precisamos de pesquisas para verificar a veracidade dessa informação. Temos acompanhado ao longo de uma história recente, através da imprensa e outros meios de comunicação, que o Brasil mergulhou em uma crise sem fim nas suas estruturas-base que geram a política.

Entenda que não estou aqui fazendo ou deixando de fazer nenhuma apologia à política, pelo contrário. Vivemos sob a regência da política e se hoje alguém declarar avesso a esse tema, é praticamente se declarar um “marciano”. Independentemente de sua maneira de ver a política, ainda assim não significa que você não sofra interferência dela todos os dias. A não ser que você more em um lugar tão remoto, sem nenhum tipo de contato com a civilização e os meios de comunicação, mas nesse caso, com certeza você não estaria lendo esse artigo. Então, posso garantir que não há escapatória para qualquer cidadão, quer seja do campo ou da cidade, esse indivíduo está sendo regido pela política, direta ou indiretamente.

A política influencia-nos em muitos aspectos, e enquanto sociedade articulada na forma de existir, temos que entender que discursos como: “isso não é comigo” ou “política? Nem vem que eu não quero saber”, ou ainda “político é tudo igual”, não cabem mais na sociedade, principalmente como a nossa, que possui o sistema da democracia (uma das formas de governo), onde, a princípio, todos têm direito de expressar e contribuir, instituindo e elegendo representantes para tal. Ah… já estava me esquecendo de citar que existe também o mito de que IGREJA e ESTADO são como água e óleo, e consequentemente não podem se misturar.

Está vendo? Eu falei no início que é um tema de grande repercussão. Agora, como pessoas dotadas de um comportamento, competências, habilidades, crenças e valores, sendo membros desse processo, ora participes diretos ou indiretos, veremos como lidamos com isso na prática.

Em uma das minhas formações de coaching, aprendi algo muito relevante a respeito da realidade que criamos. Sim, criamos! Veja só:

Imagine uma pessoa que está na igreja e ouve o apelo a respeito de dízimos e ofertas. Naquele momento o que ele VÊ ele imediatamente CRIA (no mundo dele), dizendo, por exemplo, que essa conversa é “conversa para boi dormir”, ou seja, balela. Com isso, ele passa a SER um cristão que não acredita no que ele ouviu e viu a respeito de uma das ordenanças que Deus deixou para o seu povo.

Uma vez que ele passa a ser essa pessoa indiferente e contrária a esse princípio, ele passa a FAZER uma série de coisas que vão reforçar aquilo que ele VIU, CRIOU e então passou a SER. Nesse caso, ele se torna uma pessoa que não vê sentido algum em dizimar e ofertar, pois esse dinheiro, na opinião dele e na realidade que ele criou, vai para o bolso dos líderes espirituais de cada igreja e nunca para as obras do reino de Deus. Então, ele pode até ajudar pessoas com o que seria o dízimo, porém nunca entregando na igreja e sim diretamente para alguém que precisa.

Ele VIU, CRIOU em seu mundo uma realidade e passou a SER e FAZER. Agora após esse caminho ele passa a TER o comportamento de criticar quem faz o contrário dele. Ele tem um comportamento de, sempre que o assunto de dízimos e ofertas vem à tona, repudiar e até fazer com que outras pessoas não entreguem sua décima parte a Deus, e com isso, ele reforçará ainda mais o que ele VÊ. Isso, caros leitores, é o que eu chamo de CICLO DA REALIDADE.

Agora imaginando o mesmo exemplo, porém levando em consideração que aquilo que ele VÊ e ouviu sobre dízimos e ofertas criou, no mundo dele, uma realidade diferente, isto é, passa a fazer sentido o apelo que foi feito. Dessa forma, imediatamente ele se levanta e vai até o gazofilácio e entrega sua oferta, pois ele sabe que Deus se agrada disso. Como membro do corpo de Cristo (SER) está fazendo (FAZER) a sua parte e com isso ele entende que está ligando a Videira Verdadeira e tem (TER), tal como a Palavra de Deus diz.

Quando nós criamos uma realidade coerente ao processo em que estamos vivendo, nesse caso ao tema que estamos tratando, entendemos que não podemos ficar alheios a ela. Declarar-se contra, e principalmente fora do contexto político atual é CRIAR a realidade de que você não faz parte do processo político do país. Agindo assim, depois não adianta reclamar que uma boa parte de políticos são corruptos e ineficientes, pois é justamente isso que você cria ao VER sobre o tema.

Quem sou eu para lhe dizer o que fazer, mas permita-me nesse momento contribuir com todos que leem esse artigo de opinião.

Precisamos CRIAR uma REALIDADE da qual teremos orgulho e que fará sentido vivê-la. O que significa que temos sim que nos preocupar “cada um no seu quadrado”, mesmo sendo igreja, com política e tudo que a cerca, como nosso sistema de governo, que é a democracia, e o Estado que comanda as leis de nosso país. Faremos isso elegendo representantes íntegros, honestos e tementes a Deus, sem se esquecer que a igreja é parte disso como instituição social, composta por membros que são também cidadãos.

Desejo a todos uma ótima eleição e, principalmente, que você crie uma realidade positiva da qual terá orgulho de contar para a geração vindoura.

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