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Erros mais comuns na criação de filhos

Fotografia: Paulo Rogê

Certamente, antes de ter um filho você já se sentiu mal observando algum comportamento de uma criança, seja uma birra ou uma maneira inadequada de interromper a conversa dos adultos, uma insistência por algo que os pais não poderiam oferecer naquele momento, ou uma desobediência. E nesta observância, o primeiro pensamento é: “Quando eu tiver filhos, não permitirei que eles ajam desta forma”. Mas aí os filhos nascem e, por algum motivo, lá está você, envolvido em algumas dessas situações desconfortáveis que citamos.

Listamos alguns erros mais frequentes na criação dos filhos. Para chegar a esta lista utilizamos a experiência que temos no trabalho que realizamos com grupos de pais há alguns anos na Igreja Batista Renascer e em nossa própria experiência como pais.

Quando os pais não são autoridade sobre os filhos – os pais precisam exercer a autoridade que Deus delega a eles. Estamos vivendo um tempo em que os pais querem ter uma amizade precoce com os filhos. Vemos pais de crianças de 4 ou 5 anos tratando-as como se fossem seus amigos. Veja bem, é claro que precisamos manter uma relação saudável com os filhos. No entanto, é preciso que os filhos nos vejam como autoridade sobre eles. Estão sob a nossa autoridade a moral, as habilidades de vida, a saúde e a segurança dos pequenos. Não há como se esquivar, e o esquivo certamente trará sérias consequências. A autoridade dos pais é necessária uma vez que os filhos ainda não possuem conhecimento moral, sabedoria e visão de mundo ou experiência de vida, como os pais. Os pais são responsáveis pela instrução dos filhos e esta instrução necessita de investimento de tempo. Neste caso, a terceirização não funciona. Por mais que você tenha uma babá ou até mesmo uma vovó muito habilidosa para auxiliar você na criação dos seus filhos, é de você que Deus vai cobrar a vida deles.

Achar tudo normal – há uma espécie de cegueira que tem reinado nos lares, os pais têm achado todo comportamento, antes inadequado, normal. Por trás disso, existe um pai, mãe, ou até ambos, muito cansados, indispostos para investir tempo em instrução ou correção. Um dia desses, vi uma menininha chamando um garoto de chato e torcendo a cara para ele na frente do pai dela. Achei estranho o pai não chamar a atenção dela. Passado uns minutos vi que ela também chamou o pai de chato, então entendi que aquela garotinha infelizmente tinha um probleminha instaurado no coração. Se você dá aos seus filhos liberdades verbais, eles também terão essa liberdade fora de casa e serão desagradáveis com as outras crianças ou, até mesmo com adultos.

Seus filhos não são melhores que os outros – julgar seus filhos superiores às outras crianças faz com que eles não tenham respeito pelos coleguinhas. Muitas vezes já ouvimos (principalmente as mamães) dizerem: “filha, você tem que ser superior”. Existe uma diferença gritante entre ser superior à situação e ser superior à pessoa. Isso é algo que precisa ser tratado de maneira imediata nos lares. Em Filipenses 2:3 temos:“Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo”.

Não cumprir suas promessas – as crianças não sabem diferenciar uma mentira de uma promessa quebrada. Procure cumprir aquilo que prometer. A sua palavra precisa ter valor. Os pais precisam ser confiáveis. Nós pais somos os heróis dos filhos. Se você por algum motivo precisa estar sempre quebrando suas promessas, você pode perder esse posto de herói e se tornar um mentiroso. E é bom lembrar que os filhos conhecem a Deus, primeiramente, pela forma como os pais são em seu lar.

Impedir o crescimento ou dar liberdade fora do tempo – dois problemas muito comuns, “quando seus filhos puderem lidar com a falta de escolhas, ele está pronto para ter escolhas”. Temos uma geração de crianças viciadas em escolhas e com baixa resistência à frustração. O principal motivo disso acontecer é que, infelizmente, os pais têm permitido que os filhos façam escolhas prematuramente. As crianças não sabem lidar com o poder associado à tomada de decisões e muito menos com suas consequências. Encontrar o ponto de equilíbrio entre saber o que é apropriado a cada idade precisa ser o objetivo dos pais. Uma criança de 11 anos não precisa pedir permissão para ligar a televisão, mas um de três, sim. Parece bobeira, mas é assim que vamos construindo comportamentos e liberdades apropriadas à idade que vão estar em sintonia com a capacidade moral e intelectual deles.

Pais, sejam cuidadosos com a vida e o comportamento de seus filhos, pois isso com certeza fará grande diferença no futuro deles.

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