família e ministério
Homens de Honra

Exercício ministerial e vida familiar

“Se alguém não cuida de seus parentes, e especialmente dos de sua própria família, negou a fé e é pior que um descrente”. (1 Timóteo 5:8)

Qual é o maior desafio de todo homem de Deus? Ser o homem que Deus quer que ele seja dentro da própria casa. Tratar mal a sua família, negligenciar as suas responsabilidades como homem, seja você pastor, líder ou membro de igreja, a Bíblia fala, sem rodeios, que você é pior que um descrente.

Tenho visto com grande frequência líderes sacrificando suas famílias no exercício do ministério. Quantos jovens, quantos filhos têm raiva de Deus, porque o pai, literalmente, deixou claro para todo mundo que era mais importante para ele a obra, o ministério, do que a família? “Se eu tiver que abandonar família por causa do chamado de Deus eu vou abandonar”. E é interessante o texto de 1 Timóteo 3.1-7:

[1] Fiel é a palavra: se alguém aspira ao episcopado, excelente obra almeja. [2] É necessário, portanto, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, temperante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar; [3] não dado ao vinho, não violento, porém cordato, inimigo de contendas, não avarento; [4] e que governe bem a própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito [5]  (pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?);  [6] não seja neófito, para não suceder que se ensoberbeça e incorra na condenação do diabo. [7] Pelo contrário, é necessário que ele tenha bom testemunho dos de fora, a fim de não cair no opróbrio e no laço do diabo.

Se colocarmos essa direção bíblica de fato em prática, muitas igrejas pelo Brasil ficariam sem pastores. Se seguirmos isso ao pé da letra, que é o correto, a maioria das igrejas ficariam sem líderes.

Se um homem não sabe cuidar de sua própria casa, se ele não sabe cuidar de sua própria esposa, se a mulher não sabe cuidar de seus próprios filhos, penso eu, à luz da Bíblia, que essas pessoas deveriam ter a hombridade de procurar a sua liderança, afastar-se temporariamente de suas funções na igreja, para cuidarem primeiramente do seu lar, ajustar aquilo que deve ser ajustado, para só depois cuidarem da igreja de Deus. Não estou dizendo que a pessoa precisa desistir da vida ministerial, mas acredito que ela deve ser coerente com a mensagem que ela mesma prega e ensina.

Falar desse assunto é um desafio, principalmente para essa geração que não entende a responsabilidade pessoal de cuidar primeiramente da sua família, de priorizar a saúde espiritual/emocional em seu lar. São muitos os líderes que sacrificam seu casamento e família por causa do trabalho na igreja. Quantos pastores não lidam com a sua casa como uma espécie de extensão da própria igreja? A liberdade e saúde do lar são negligenciados (quando não definitivamente excluídos), porque a casa vira praticamente um “depósito de lixo” das pessoas, todas as amarguras e tristezas que as pessoas possuem são depositadas na casa do pastor. Sua sala e sua cozinha se transformam no gabinete da igreja, roubando a vida comum do lar necessária para uma família saudável. Quantos filhos já tomaram raiva de crentes pelo fato de não terem o relacionamento que gostariam com o pai, porque sua casa virou um “gabinete pastoral”?  Há filhos de pastores que têm muitos problemas porque só tiveram contato com problemas dentro de suas casas, o que gerou em seus corações uma aversão a Deus.

São raríssimas as vezes que eu atendo pessoas na frente dos meus filhos, na minha casa. Quando morei dentro da base da JOCUM, todo mundo sabia a seguinte regra: a minha casa não era lugar para se levar problemas, a minha casa era lugar de comunhão e celebração. Lugar para resolver problemas era o gabinete, não a minha casa.

A vocação mais nobre na vida do ser humano é pregar o Evangelho. Mas se porventura o “Evangelho” estiver destruindo a própria família, essa vocação precisa ser questionada. Coloquei a palavra Evangelho entre aspas, porque entendo que o verdadeiro Evangelho não pode destruir a família, muito pelo contrário. Se a pessoa quer de fato pregar e viver a Palavra do Senhor, essa missão será primeiramente exercida com zelo, dentro da própria casa.

Por isso, quero fazer um convite a você: se você tem hoje uma família disfuncional ou um lar destruído, pause a sua vida ministerial para cuidar de seu lar. Cuide dos seus, pois essa é a vontade do Senhor!

Exercício ministerial e vida familiar

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