empodere a mulher
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Leia, homem! (ou empodere ainda mais a mulher)

Fotografia: Paulo Rogê

Se você é um homem, começou a ler desinteressadamente esta coluna e já está pensando em fechar a revista, eu te aconselho a continuar. Por que a pressão? Se você fizer isto vai contribuir ainda mais para algo que as vezes, até inconscientemente, os homens fazem: menosprezar ou tratar com indiferença qualquer assunto que verse sobre o poder da mulher.

Bem, se você é mulher provavelmente já vai gostar de ler, assim espero. Pra começo de conversa, bom lembrar que empoderamento feminino não é feminismo, embora sejam temas associados.  Enquanto o feminismo apregoa a ideologia da igualdade social, econômica e política entre os gêneros, o empoderamento é pela conscientização e fortalecimento das mulheres em si, pela valorização do seu espaço na sociedade, nas mídias, nas empresas, nos espaços públicos, isto é, o ato de tomar poder sobre si mesma. Por que? Normalmente as classes oprimidas ou subjugadas nem sempre tem consciência do seu próprio poder, seu potencial (o caso dos negros é emblemático).

O empoderamento feminino é um processo de potencializar as mulheres, valorizar seus talentos, suas habilidades e capacidades, na medida em que se quebra o preconceito e se abre o espaço a elas. De acordo com a Organização das nações Unidas, o estabelecimento das lideranças femininas, o tratamento justo no trabalho, a garantia de sua saúde e bem estar e o seu desenvolvimento e representatividade profissional, são questões a serem cada vez mais e melhor implementadas. E daí? Vamos sendo levados pela onda ou tomamos partido?

É muito comum chamarmos de poderosa aquela que aparece glamorosa nas capas de revistas, aquela do discurso arrebatador (mas bonita), aquela ricaça (mas bonita), aquela chefe austera (mas bonita) …Não seria o machismo já permeando as entrelinhas deste texto? Ou seria o inconsciente coletivo preconceituoso e implícito e inconfessável na cabeça masculina?

Na maioria das vezes, o desejo que a mulher “recatada e do lar” seja perfeita para subir ao altar, talvez esconda um desejo velado de dominação. Os tempos mudaram, as mulheres se emanciparam, participam do orçamento doméstico, se ascenderam social, política e artisticamente, ninguém nega. Todavia, o ranço machista medieval ainda perdura, ofende, magoa e humilha. Mas que empoderamento é este que não compete, que não sobrepõe, que não anula o outro? Bem, pra não ser dogmático ou mesmo pragmático demais, melhor só instigar e deixar a consciência divagar.

Por que este simples texto poderia ajudar mulheres e homens a compreender melhor este movimento? Para algumas mulheres, o reconhecimento do que já são. Para outras, a tomada de consciência do que poderão vir a ser. Para o homens, só o fato de ajudar a “abrir a cabeça” já é um grande feito. Pense rápido: o que dizer da mulher que foi a primeira a ver Jesus ressuscitado e saiu contando pra todo mundo? Seria uma fofoqueira de plantão ou uma estrategista de comunicação e marketing? O que dizer da rainha Vasti, a mulher do rei Assuero que se recusou a se exibir (supostamente seminua) para seu marido e seus amigos embriagados? Ela seria uma rebelde digna de punição ou uma mulher poderosa que se negou a se desvalorizar frente aos seus súditos?

Bem, empoderamento feminino é antes de tudo, justo e merecido reconhecimento pelo papel que a mulher representa, pela importância que tem e, sobretudo pela dádiva de Deus que é, pelo que significa na história da humanidade, da igreja e da família.

Homens, agora podem fechar a revista e de quebra, abrir a mente e o coração.

Leia, homem! (ou empodere ainda mais a mulher)

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