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Maior alegria em dar ou em receber: uma questão de perspectiva!

Não sei se por teimosia ou ignorância demoramos a entender algumas assertivas que, por não parecerem óbvias, dão um nó na nossa cabeça. O livro de Eclesiastes, por tratar de sabedoria, nos remete a muitas divagações filosóficas sobre o início e o fim das coisas, sobre o choro e o riso: mas talvez uma das frases menos compreendidas da Bíblia está no livro de Atos, onde se lê que melhor é dar do que receber! Parece uma contradição, um paradoxo, não? Como alguém pode ser mais feliz quando doa do que quando recebe?

É maravilhoso receber, ser lembrado, suprido e agradado! Eu aprendi uma resposta para esta pergunta, mas vou deixar pro final. Vai lendo. Na cultura hedonista e egoísta do mundo moderno, onde impera a lei da vantagem e do prazer, do ter em detrimento do ser, pode ser escandaloso afirmar que mais bem-aventurado é aquele que dá do que aquele que recebe, mas por várias óticas, religiosas, psicológicas e há até quem prefira uma versão esotérica do princípio aqui envolvido, não fica difícil entender o significado. Começando pela lei da semeadura, princípio universal na natureza, diferente da chamada ‘lei do retorno’ para uns ou ‘lei da ação e reação’ para outros, a semeadura pressupõe uma carga de fé e esperança em quem planta por saber que a colheita é a recompensa certa. Ainda que semear seja penoso, a colheita farta remete ao ato de plantar e o coração se enche de gratidão.

Se o problema é carência nos outros, um coração embriagado de generosidade vai se emocionar e se realizar ao doar e suprir esta carência. Longe de ser uma massagem no ego religioso, é uma sensação de realização enorme, de prestação de um serviço e amor, da expressão da misericórdia em não apenas ter pena, mas ir ao encontro da necessidade alheia. O cristão que ama a Deus de verdade, sente prazer na obediência em amar ao próximo e ser solidário, ajudar a carregar o fardo dos outros. Isto é dar, é se doar, é também semear. Dar é um exercício que subjuga o espírito da avareza. Se quem dá aos pobres empresta a Deus, vamos preferir “negociar” com quem?  O próprio Jesus disse que até um copo de água fria que você der a alguém em Seu nome, não ficará sem recompensa!

O verdadeiro cristianismo se expressa no servir que é uma das traduções de amar. Servir é se dar. Bem, e a Igreja? Experimente mudar sua expectativa no simples ato de ir aos templos. Em vez de esperar sempre receber algo, pense prioritariamente no que vai ofertar: comunhão, louvor, ofertas em dinheiro, sorrisos, afagos…Você vai receber bem mais do que imagina, por que seu coração mudou de perspectiva, além do que nunca se frustrará ao ir a um culto.

Então, aqui está minha resposta: ser mais bem-aventurado em dar ou receber depende da importância que se dá a um e a outro. O generoso se realiza em fazer o que mais gosta e o egoísta só se realiza naquilo que prefere. Como o egoísta jamais se farta e está sempre olhando para o que ainda não tem, não poderá ser mais feliz do que aquele que se alegra desmedidamente em compartilhar.

Quando estive na Ásia, uma conversa de poucos minutos com um alto executivo me ajudou a mudar minha perspectiva. Quando indagado sobre seus sacrifícios pessoais para se formar, sua resposta foi que a diferença entre nós ocidentais e eles, é que olhamos pra tudo como “direito” e eles, como “dádiva”. Tudo é de presente, por graça. Honrar a igreja é honrar os irmãos, é lavar os pés uns dos outros, é cuidar das outras partes do corpo para que haja saúde por inteiro! Doe-se. A recompensa virá e o novo ciclo de generosidade começa. Assim, a alegria será sempre crescente!

Maior alegria em dar ou em receber: uma questão de perspectiva!

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