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Meu espaço, minhas regras?

Eu poderia começar esta conversa enumerando vários versículos bíblicos de mandamentos ou instruções sobre honrar os pais, a família e os idosos ou rechear este texto com citações de sábios, filósofos e eruditos em geral sobre a indissociabilidade entre honra e respeito. Vou tentar ser menos previsível e também incursionar sobre a nossa rotina doméstica, sobre como compartilhamos ou mesmo impomos nossa presença em casa ou na convivência com nossos parentes.

Quanto aos versículos bíblicos, em suma, eles tratam do respeito à autoridade dos pais e a consequente obediência dos filhos, o ato de ouvir e considerar conselhos e mesmo o cuidado com os idosos. O curioso é que algumas vezes o conceito bíblico de honra está atrelado à justiça e representa um tipo de semeadura para uma longa vida sobre a terra.

Priorizar a família como forma de retribuição aparece no texto sagrado como expressão da religião pura, além de ficar implícito que a honra na forma de obediência é uma forma de obter aprovação de Deus, até porque amaldiçoar pai e mãe era atitude passível de execução. Pra encurtar a história, egoísmo, presunção, arrogância, desobediência aos pais, ingratidão, falta de amor pela família, calúnia e crueldade são algumas caraterísticas dos homens nos últimos dias, de tempos terríveis. Por acaso, não é o retrato de nossos dias? Pra completar, sabia que, segundo Timóteo, o ato de não cuidar de seus parentes, e especialmente dos de sua própria família, é visto como negação da fé?  Bem, são verdades desconcertantes.

Mas e sobre o nosso dia-a-dia? Como traduzir a honra no espaço de convívio doméstico? Ninguém discorda que viver em comunidade não é tarefa fácil. É um exercício contínuo de tolerância, paciência, resiliência, enfim, de amor. Minha mãe já dizia que assim como os cinco dedos da mão são diferentes e às vezes parecem ter vontade própria, os filhos são da mesma forma. Conviver com as diferenças, respeitar a individualidade expressa na maneira de ser e de agir de cada um é vital para a boa convivência.

Vivemos numa época de invasão da privacidade e do espaço alheios, até daquele espaço virtual privado de seu smartphone, certo? Com relação à moradia, já pensou se cada um quiser impor suas regras ao que considera “seu espaço”? Funcionaria bem se a casa não fosse espaço de convivência, certo? Aceitar que cada um tem suas responsabilidades de manter a ordem, limpeza, a salubridade, enfim, a harmonia do espaço de convívio, é o primeiro passo, um princípio norteador.

Sem dúvida isto vai refletir em divisão de tarefas domésticas, momentos de silêncio e solitude, divisão de despesas(?), compartilhamento de ambientes e por aí vai.

Quando a liberdade de um implicar em invasão do espaço do outro, a imposição de um resultar em cerceamento da ação do outro, mesmo no campo das ideias e opiniões, é hora de repensar as formas de convivência pra dirimir conflitos e evitar rupturas dolorosas.

Quando Jesus começa o sermão da montanha falando de humildade, é pra gente aprender o que deve vir antes de qualquer coisa. Não é possível impor as próprias regras onde opiniões, temperamentos e modus operandi são tão distintos e precisam ocupar o mesmo espaço, desfrutar do mesmo ambiente. Honrar a família passa por respeito aos membros, para que a relação de interdependência entre eles constitua um corpo harmônico e saudável, afinal, honra e respeito, se não são sinônimos, são indissociáveis.

Meu espaço, minhas regras?

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