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Testemunhos

Miguel: um testemunho de fé e milagre

Este é o testemunho do meu pequeno Miguel, meu segundo filho. Fruto de uma promessa de Deus, uma promessa de que Ele mudaria a minha história, a história do meu esposo Márcio e de meu primogênito Luiz Fernando. Após uma gestação saudável e um parto abençoado, com apenas dois meses de vida, Miguel foi diagnosticado com uma grave doença cardíaca e só a Graça e a infinita misericórdia de Deus trariam o meu filho de volta.

Desde o dia de seu nascimento eu achava o Miguel cansadinho e por isso nós o levamos em três pediatras diferentes. A resposta era que a respiração dele era diafragmática e irregular até o terceiro mês de vida. Mas, algo me dizia que isso não era normal.

Certo dia, quando chegávamos em casa, vi o meu filho extremamente ofegante. De início achei que fosse um refluxo, depois achei que fosse um bronquiolite, pois o abdômen dele pulava muito. Levamos ele até o pronto-socorro. Lá a médica pediu um exame de Raio-x e descobrimos que o coração do Miguel estava inchado ao ponto de comprimir o pulmão, o fígado e o estômago. Naquele momento, a médica me disse que o estado dele era gravíssimo e que precisaria, com urgência, de uma UTI, pois o coração dele estava quarto vezes maior do que o de um bebê.

Quando levaram o meu filho para a sala de reanimação, o meu chão se abriu. Ele chorava muito. Começava o nosso deserto. Fui então para o banheiro do hospital, dobrei os meus joelhos e clamei à Deus. Chorando desesperadamente, orei ao Senhor que se era para eu atravessar este deserto, que Ele fosse comigo. Pedi a Deus que providenciasse, ainda antes do sol nascer no outro dia, a UTI e os melhores médicos para cuidar do meu pequeno. Esperamos a noite toda no pronto-socorro do IPASGO pela UTI neonatal. Me lembro muito bem que naquele mesmo dia, o meu esposo, olhando para céu, me disse: “Nossa, hoje o sol está demorando a nascer!” – naquele instante eu tive a certeza que o Senhor estava no controle. E quando o sol nasceu, nós já estávamos no hospital infantil de Campinas, pois a vaga dele para a UTI tinha saído. Era o nosso primeiro milagre!

Eu não poderia ficar na UTI junto com o Miguel, então tive que deixá-lo e voltar nos horários de visita. A minha alma ficou com ele naquele hospital. Foram os piores dias da minha vida. Nunca imaginei ficar longe dos meus filhos.

Quando voltamos no horário de visita, descobrimos que o Miguel precisaria de um médico cardiopediatra. Em uma tarde, ainda correndo atrás de especialistas e fazendo muitos contatos, um médico da UTI onde o Miguel estava internado me ligou e disse para irmos com urgência até o hospital. Fiquei pálida e sem forças. Perguntava ao Senhor o tempo todo se o meu filho estava morto e não tinha nenhuma resposta da parte de Deus. Quando chegamos no hospital me informaram que o Miguel havida dado uma parada cardíaca, e que portanto, o estado dele havia passado de grave para gravíssimo. Precisávamos de um novo exame para ver o que estava acontecendo, além do atendimento da cardiopediatra, que ainda não havia acontecido. Na espera, o Miguel teve outra recaída, com uma crise de arritmia muito forte, quase uma nova parda cardíaca.

Busquei novamente uma reposta de Deus e Ele me respondeu que estava no controle e que o Espírito Santo me conduziria. No dia seguinte, assim que entrei na UTI para a visita, vi o meu filho com uma nova crise. Os aparelhos começaram a apitar, o abdômen dele pulava constantemente e vários médicos apressaram-se em socorrê-lo. Em prantos e descontrolada, eles cancelaram minha visita e me tiraram da UTI rapidamente. Eu vi o meu filho morrendo.

Ao sair da UTI olhei para o céu e clamei: “Senhor, se possível, afasta de mim esse cálice!” O Espírito Santo me respondeu que estava no controle de tudo, e que era apenas para eu aguardar. Nesse momento, apesar de chorar muito, senti paz. Na porta do hospital, o Senhor me trouxe ainda mais serenidade com um grupo de irmãos e pastores que levantaram um clamor pela vida do meu filho. Com hinos e clamores de vida, nós repreendemos o espírito de morte, e oramos sem cessar pelo Miguel. Dali em diante, muitas pessoas de várias igrejas e de todo o Brasil, inclusive através das redes sociais, se levantaram em oração pela vida do meu filho, e isso fez toda a diferença.

Na UTI também oramos pelo Miguel e por todas as crianças que ali estavam. O meu esposo Márcio reconciliou com o Senhor de uma forma maravilhosa e muito amorosa durante essas orações. Deus é fiel e não falha em Seus feitos.

Após um dia intenso de orações, Miguel teve a terceira parada cardíaca. A médica que atendia ele era muito dura com as palavras e com essa terceira crise ela me disse: “Mãe, crianças com essa enfermidade, normalmente, morrem em casa ou na primeira parada cardíaca. Como ele já está na terceira crise, se ele voltar, vamos colher um pedaço do músculo do coração dele e mandaremos para São Paulo e o seu filho entrará para a fila de transplante, pois não há mais o que ser feito”. Naquele instante eu me posicionei ainda mais em Deus. Determinei que quem daria a sentença final para a vida do meu filho não seriam os médicos, mas sim o Senhor. Intensificamos ainda mais as orações. Eu acreditei que a sua cura surpreenderia até mesmo a equipe médica.

Em dois dias, Miguel não teve mais crises e sua melhora começou a ser notada de forma surpreendente. Os seus exames começaram a relatar, inclusive, que o seu coração tinha desinchado. Em uma das visitas, pedi a Deus que se ele tivesse vida, que ele pudesse apertar a minha mão, pois ainda o via apático. Meu filho, no mesmo momento, segurou a minha mão. O Senhor mais uma vez me surpreendeu com o Seu cuidado.

Dali em diante, presenciei a vitória. Miguel saiu da UTI e em dez dias pude ver o meu filho com os olhos abertos e com vida! Glória a Deus! Depois de 16 dias de internação, peguei o Miguel nos braços pela primeira vez. Naquele momento, apenas lágrimas de gratidão.

Depois da saída dele da UTI, tivemos ainda uma outra luta: a cirurgia de coarctação da aorta. A aorta é o maior vaso do corpo humano responsável por levar sangue rico em oxigênio para todo o organismo. No caso do Miguel a aorta encontrava-se com um estreitamento, impedindo o sangue de circular normalmente e inchando o coração. O detalhe é que essa cirurgia tem um índice elevadíssimo de mortalidade em bebês. Mais uma vez, fomos para os pés do Senhor e Deus ouviu a nossa oração, meu filho ressuscitou, sem nenhuma sequela. Hoje, o meu desejo é que a vida do Miguel sirva de testemunho e que todos vejam quão grande é o nosso Deus!

Nosso Deus é um Deus de milagres. Ele promete e cumpre, Ele salva, Ele ressuscita mortos, Ele muda a história de nossa vida, Ele é Deus! Devemos crer, usar nossa fé, independentemente da situação, precisamos apenas confiar n’Ele.

Depoimento dos médicos:

“Vivemos 15 dias de angústia com o Miguel e para mim, foi uma grande satisfação poder ver essa recuperação tão fantástica”. – Dr. Alberto Las Casas Jr – Cardiologista Clínico

“Tive o prazer de acompanhar o Miguel. Ele foi um paciente resgatado de morte súbita por 3 vezes, sobrevivente de uma insuficiência cardíaca fulminante por miocardite e ainda sobrevivente de uma cirurgia de coarctação da aorta, que tem um índice de mortalidade alta na idade dele. Por isso não tenho dúvida que ele é um milagre. Ele me ensinou a acreditar ainda mais no poder da fé e na presença de Deus em nossas vidas”. – Dra. Mirna de Souza – Cardiologia Pediátrica

“O Miguel teve uma coarctação da aorta, que é uma interrupção ou um estreitamento da aorta, que impede a passagem do sangue, sobrecarregando o coração. Foi realizada a correção cirúrgica no Miguel com grande sucesso. O seu coração desinchou e ele está ótimo, graças a Deus”. Dr. João Nicolau S. Siqueira – Cirurgião Cardiovascular

“O Miguel estava desenganado, ninguém acreditava que ele sairia vivo da UTI e por isso, vejo o verdadeiro agir de Deus na vida desse garoto. Tenho a certeza que ele veio para a fazer a diferença. Eu vi e presenciei o milagre de Deus!” – Adriane Deutsch Las Casas – Enfermeira Chefe Neonatal

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