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Segurança em pauta

Principais dúvidas sobre segurança, com Coronel Viveiros

Fotografia: Paulo Rogê

Um dos problemas que mais afligem o Brasil de hoje é, sem sombras de dúvidas, a questão da segurança pública, que não atende aos anseios da população, pois em todos os lugares a violência e a criminalidade crescem em proporções imensuráveis e de maneira incontrolável.

Nessa edição, o Coronel Viveiros, que é Bacharel em Direito, coronel da Polícia Militar de Goiás e colunista desta Revista, esclarecerá as principais dúvidas dos leitores e cidadãos sobre segurança. Confira:

  • Em sua opinião, hoje, quais são os principais desafios da Segurança pública?

O maior desafio da segurança Pública é adequar os custos de sua manutenção à arrecadação do Estado, principalmente o custo com os servidores. Entendemos que há má gestão na aplicação dos recursos, mas precisamos encontrar um meio que torne as instituições policiais mais eficientes, reduzindo custos de sua manutenção. Além disto, há uma fragilidade das leis que punem mal os diversos crimes praticados. Digo que precisamos reformar as leis, mas, sou contra criar leis novas que se sobrepõem, pois em minha opinião isso não ajuda.

  • O Artigo 144 da Constituição estabelece que a Segurança Pública é dever do Estado, direito e responsabilidade de todos. Em sua opinião como podemos colocar essa lei em prática para que todos possam se sentir mais seguros?

O que falta no Brasil, apesar da Constituição de 1998, é consciência de obrigação. Todos têm direito e ninguém tem dever, e sim obrigação. Ao nos sentirmos responsáveis pela segurança seremos mais participativos. Mas entendo as dificuldades num país onde culturalmente, o criminoso faz o que quer, recebe tudo do Estado e ainda tem quem defenda seus direitos, enquanto o trabalhador nada recebe do Estado. Assim, não acho viável, neste quadro, cobrar a responsabilidade do cidadão com a segurança, a não ser quando este faz sua parte em não praticar crime. Precisamos, portanto, inverter os polos: o Estado proteger o cidadão de bem, que trabalha e produz, deixando que o criminoso cuide de sua própria defesa. O Estado deve ser o maior adversário do bandido. Enquanto não for assim, não há o que cobrar do cidadão.

  • O que os cidadãos de bem podem fazer para se sentirem mais seguros?

O cidadão só se sentirá seguro quando de fato houver segurança. Dizer que há segurança quando o crime viceja, não convence. O cidadão pouco pode fazer, mas acredito que a sociedade se organizando e cobrando de seus políticos, mudaremos aos poucos a cultura do medo. Como fazer isto? Seria um mistério, mas digo que não é. Estamos errando na política há muitos anos. Precisamos inverter o jogo fazendo escolhas diferentes das que sempre fizemos.

Principais dúvidas sobre segurança, com Coronel Viveiros

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