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Salvo de quê?

O ser humano está sempre precisando ser salvo de alguma coisa. A própria existência é um risco contínuo desde o nascimento. Quando crianças, precisamos continuamente da ostensiva proteção dos pais, pois o mundo se apresenta como um maravilhoso campo de aventuras aos olhos de uma criança, mas traz sempre o elemento surpresa, o componente inesperado.

Desta forma estamos, desde sempre, dependendo de alguém ou de alguma coisa, via de regra dependendo de sermos protegidos de algum tipo de perigo, salvos de alguma forma de perdição. Muitas vezes, o simples fato de alguém estar na hora certa e no lugar certo, pode ser a nossa primeira forma de salvação. Já presenciou ou teve a felicidade de intervir evitando um quase afogamento? Bastava um minuto a mais e a ausência de um braço amigo por perto para a tragédia acontecer.

Quando nos tornamos adolescentes os cuidados não cessam, porque na maioria das vezes, o perigo não está mais ao alcance dos olhos dos pais. Nessa idade precisamos ser salvos de muitas coisas: más influências, assédio das drogas, lugares inadequados ou perigosos, propostas indecorosas, aventuras inconsequentes impulsionadas pelos picos de adrenalina, enfim, sempre precisaremos ser salvos de algo que representa uma ameaça real.

A verdade é que quando aprendemos a cuidar de nós mesmos, criamos um senso de independência, de autossuficiência. Como se isto por si só já não bastasse, passamos a interagir com o mundo de forma muitas vezes hostil, egoísta, autocentrada. Quando isto acontece, ainda que não admitamos, passamos ter a necessidade de sermos salvos de nós mesmos, dos nossos impulsos autodestrutivos e de nosso egocentrismo.

Quando nos convertemos a Cristo, pela ação do Espírito Santo em nós, entendemos que precisamos ser salvos para sempre, de uma condenação sob a qual nascemos por herdar a culpa do primeiro homem que comprometeu toda a raça humana, quando, deliberadamente, escolheu desobedecer a Deus. Olhamos para nós mesmos e vemos que somos incapazes de nos justificar diante de Deus com argumentos racionais e obras de benevolência. Abrimos o nosso coração, o amor de Deus nos constrange e a sua Graça nos inunda. Vai embora o peso, recebemos paz na alma e fica tudo certo, vivendo e esperando o dia de viver eternamente com Ele. Isto é salvação da alma, uma promessa espiritual.

A forma como nos comportamos diante dessa salvação revela nosso coração, convertido ou meramente convencido. Neste caso, não basta simplesmente ser grato e louvar por ela, é preciso um comprometimento com o Salvador, o que leva a uma mudança radical de vida baseada em Seus princípios. De criaturas e escravos do pecado, passamos a filhos de Deus e nos submetemos ao Seu senhorio.  Bem, mas e quanto às outras formas de salvação? No mínimo, precisamos demonstrar humildade e gratidão. Humildade por entender que não somos autossuficientes e sempre vamos viver uma relação de interdependência uns dos outros. Gratidão, por reconhecer que, ainda que não façamos por merecer, somos cercados por cuidados visíveis e invisíveis, mas sempre providenciais. Só que podemos ir além…Que tal honrar todos os tipos de salvação que recebemos, sendo agentes de salvação de outras pessoas? Um dos nomes desta atitude é amor. Salve-se quem puder? Melhor que isso, salve-se quem amar.

Salvo de quê?

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