segurança e tecnologia
Segurança em pauta

Segurança e tecnologia

Para melhor prestar qualquer serviço público é necessário o uso da tecnologia. Serviços de qualidade geralmente lançam mão da utilização de ferramentas tecnológicas para atingir seus objetivos. Na segurança pública é inegavelmente imprescindível uma Política Pública que priorize os investimentos na área tecnológica, para que assim seja eficaz no sentido de promover mudanças na vida dos cidadãos, diminuindo a criminalidade, em especial a violenta, e produzindo “Sensação de Segurança”.

A participação popular é importante nesta produção quando, por exemplo, acessa plataformas web e dispositivos móveis. O SISNESP Cidadão é um módulo do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública que permite ao cidadão brasileiro acesso direto a serviços da Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério Extraordinário da Segurança Pública. O SISNESP, que compreende vários serviços de segurança pública ao cidadão em um grande banco de dados, pode ser utilizado no computador ou no celular, e já contribuiu com a recuperação de milhares de veículos roubados/furtados e prisões de foragidos da justiça. São Links tecnológicos disponíveis gratuitamente, sendo a atuação cidadã uma forte aliada na promoção de segurança.

Temos muitas possibilidades quanto ao usufruir da tecnologia. As câmaras de videomonitoramento, fazem o reconhecimento facial e identificam um delinquente perigoso fugitivo do sistema prisional, avisando a Polícia para que efetue a prisão. A leitura de um fragmento de digital encontrado na cena do crime, ao ser coletado por um perito-papiloscopista, e analisado por um banco de dados, seja civil, criminal ou eleitoral, identifica o criminoso produzindo uma prova incontestável que aquela pessoa esteve no local do crime.

Além das limitações orçamentárias em tempos de crise, que impossibilitam avanços mais significativos, temos ainda que nos confrontar com a ausência de continuidade de alguns serviços públicos, mesmo que exitosos, por questões políticas, e ainda por vaidades pessoais, institucionais ou corporativas. Falo isso, dentre outras questões, por conta das “ilhas de bancos de dados” que existem no Brasil, que não se comunicam porque não há a integração dos bancos de dados. Como qualquer bem público, os dados deveriam ser utilizados a serviço do cidadão. Somos falhos quanto a interoperabilidade entre os sistemas computacionais dos órgãos públicos, seja na esfera federal, estadual ou municipal.

Esta integração de bancos deve ser estimulada não só entre os Entes Federados Brasileiros, mas também entre os países mundo afora. Na América Latina é extremamente eficiente na identificação de criminosos transnacionais na modalidade de tráfico de armas, drogas e pessoas para os mais diversos horrores, como crimes sexuais, de escravidão e para transplante de órgãos. Estes criminosos são altamente lesivos e migram de um país para outro sem serem percebidos.

Por isso, temos muito a fazer, e nesta empreitada devemos reconhecer que nosso modelo de gestão pública, lamentavelmente, está incapaz de produzir o que desejamos e merecemos. Nosso sistema é lento, corrompido e precisa transitar com maior celeridade do modelo patrimonialista para o gerencial, antenado com a “efetividade” do serviço público e não com interesses de grupos.

Tenhamos fé, bom ânimo e sigamos vencendo os desafios, sem prescindir a tecnologia.

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